AVALIAÇÃO EM MOVIMENTO: DO DESEMPENHO DO ALUNO À REFLEXÃO NA PRÁTICA PEDAGÓGICA

Lise Virgínia Vieira de Azevedo, Teresinha de Fátima Nogueira, Rubens Fernando de Souza Lopes, Ana Maria Pereira

Resumo


Uma das maneiras que as empresas utilizam para verificar o conhecimento da língua inglesa de seus funcionários ou de candidatos em seu processo de seleção é através dos exames de proficiência. Acompanhando essa tendência, o corpo docente da Faculdade de Tecnologia Jéssen Vidal de São José dos Campos (FATEC) elaborou um teste, Exame de Verificação de Aprendizagem (EVA), composto por questões de reading e listening, cujo conteúdo é baseado no livro adotado. Além de verificar como os alunos estão aprendendo o conteúdo, objetiva-se também prepará-los para realizar testes de proficiência. O resultado tem sido utilizado como feedback para os docentes e discentes. Sendo assim, o objetivo deste artigo é descrever um processo de avaliação, inicialmente, de caráter classificatório que, no decorrer do tempo, adquiriu caráter formativo devido à necessidade de se criar um instrumento subsidiário significativo da prática educativa. Para fundamentar a realização deste estudo, utilizamos os conceitos de avaliação propostos por Luckesi (2002; 2004), Fernandes (2009), Vygotsky (1999) e Méndez (2002), e pensamentos de Perrenoud (2002) sobre a prática reflexiva do professor. Para a pesquisa, caracterizada como estudo de caso, fizemos um recorte e, metodologicamente, apresentamos o resultado de questões do exame aplicado ao curso de Gestão de Produção Industrial nos segundo e quarto semestres. O exame é composto de 80 questões, divididas em listening, subdividas em quatro seções com nível de dificuldade crescente, e reading, que segue o mesmo padrão. Analisamos duas questões em cada subdivisão, utilizando como critério de seleção aquelas que apresentam o maior número de erros e acertos. Os resultados indicam que os acertos são decorrentes de domínio lexical e de situações de listening exploradas em sala de aula. Os erros foram mais presentes em questões que necessitavam de inferência por parte do aluno. Essa análise nos fornece subsídios para reflexão sobre nossa prática docente e sua transformação.

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Referências


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ISSN 2526-4478

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